Celulares que Apareceram em Filmes: De Matrix a 007, os Aparelhos que Viraram Ícones do Cinema
No cinema, os objetos de cena raramente são acidentais.
Um carro, um relógio ou um computador podem dizer muito sobre um personagem, sua personalidade e a época em que a história se passa. E poucos objetos de cena evoluíram tanto e de forma tão visível quanto o celular. De um item de luxo para vilões de Wall Street a um dispositivo de espionagem para agentes secretos, os celulares no cinema não são apenas adereços; eles são, muitas vezes, personagens por si só.
Alguns desses aparelhos se tornaram tão icônicos quanto os filmes em que apareceram, marcando uma geração e se transformando em objetos de desejo para o público. Eles representam a fusão perfeita entre tecnologia e cultura pop, um vislumbre de um futuro que parecia distante ou um retrato de uma época que hoje nos parece nostálgica.
Neste artigo, vamos relembrar alguns dos celulares mais icônicos da história do cinema, aparelhos que não apenas fizeram uma ponta, mas que roubaram a cena e se tornaram estrelas.
1. Motorola DynaTAC 8000X em “Wall Street - Poder e Cobiça” (1987)
O filme que definiu a ganância e o excesso dos anos 80 precisava de um celular que representasse poder. E nada gritava mais “poder” em 1987 do que o Motorola DynaTAC 8000X, o primeiro celular comercial do mundo.
Na famosa cena em que o magnata Gordon Gekko (Michael Douglas) caminha pela praia falando em seu “tijolão”, o aparelho não é apenas um telefone; é uma arma, um símbolo de seu status e de sua capacidade de fazer negócios em qualquer lugar, a qualquer hora. O DynaTAC era enorme, caro e exclusivo, exatamente como o estilo de vida que Gekko representava.
2. Nokia 8110 em “Matrix” (1999)
“Siga o coelho branco, Neo.” A primeira instrução que o protagonista de Matrix recebe chega através de um pacote misterioso que contém um Nokia 8110.
Com seu design curvo (que lhe rendeu o apelido de “banana phone”) e uma tampa de teclado que deslizava para baixo com um mecanismo de mola (um recurso adicionado especialmente para o filme, para dar um efeito mais dramático), o 8110 era a personificação da estática futurista e cyberpunk do final dos anos 90. O celular não era apenas um meio de comunicação; era a porta de entrada para um mundo de realidade simulada, o dispositivo que conectava o mundo real à Matrix. O sucesso do filme foi tão grande que a Nokia lançou uma nova versão do 8110 anos depois, com o mesmo design icônico.
3. Ericsson JB988 em “007 - O Amanhã Nunca Morre” (1997)
James Bond sempre foi sinônimo de gadgets de alta tecnologia, e seus celulares não são exceção. Em “O Amanhã Nunca Morre”, o agente secreto interpretado por Pierce Brosnan usa um Ericsson JB988 que era muito mais do que um simples telefone.
Modificado por Q, o aparelho funcionava como um controle remoto para sua BMW, um scanner de impressões digitais e até mesmo um taser de 20.000 volts. O celular de Bond estabeleceu um novo padrão para a integração de múltiplas funcionalidades em um único dispositivo, antecipando em anos o conceito do smartphone como um “canivete suíço” digital.
4. Motorola V3 em “O Diabo Veste Prada” (2006)
Em um filme onde a moda e o status são tudo, o celular escolhido para a implacável editora de moda Miranda Priestly (Meryl Streep) tinha que ser o mais chique e desejado da época: o Motorola RAZR V3.
O V3, com seu design flip ultrafino e acabamento metálico, era o acessório perfeito para o mundo da alta costura. O ato de Miranda de fechar o flip do seu V3 com um estalo seco para encerrar uma conversa se tornou um gesto icônico de poder e desprezo, capturando perfeitamente a personalidade da personagem.
5. O Primeiro iPhone em “Homem de Ferro” (2008)
O Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) começou em 2008, e o filme que deu o pontapé inicial, “Homem de Ferro”, estava repleto de tecnologia de ponta. Tony Stark, um gênio bilionário e inventor, obviamente usaria o que havia de mais moderno.
E em 2008, nada era mais moderno que o primeiro iPhone, lançado no ano anterior. O filme mostra Tony Stark e outros personagens usando o revolucionário smartphone da Apple, ajudando a solidificar a imagem do iPhone como um dispositivo para inovadores e pessoas que estão à frente do seu tempo. A parceria entre a Apple e o MCU continuaria por muitos anos, com os produtos da maçã aparecendo em dezenas de filmes da saga.
Tabela dos Ícones do Cinema
| Filme | Ano | Celular | Personagem / Significado |
| Wall Street | 1987 | Motorola DynaTAC 8000X | Gordon Gekko / Símbolo de poder e excesso dos anos 80. |
| Matrix | 1999 | Nokia 8110 (“Banana Phone”) | Neo / A porta de entrada para a Matrix; estética cyberpunk. |
| 007 - O Amanhã Nunca Morre | 1997 | Ericsson JB988 | James Bond / O celular como um gadget de espionagem multifuncional. |
| O Diabo Veste Prada | 2006 | Motorola RAZR V3 | Miranda Priestly / Acessório de moda e símbolo de status. |
| Homem de Ferro | 2008 | Apple iPhone (1ª Geração) | Tony Stark / Inovação e o início da era dos smartphones. |
Conclusão: Quando a Ficção Inspira a Realidade
A relação entre os celulares e o cinema é uma via de mão dupla. Os filmes não apenas refletem a tecnologia de sua época, mas também a influenciam. O comunicador de “Star Trek” inspirou o inventor do primeiro celular. O telefone com vídeo de “2001: Uma Odisseia no Espaço” antecipou as videochamadas. E os gadgets de James Bond certamente inspiraram engenheiros a sonhar com dispositivos mais poderosos e integrados.
Revisitar esses filmes e os celulares que eles imortalizaram é uma forma divertida de entender como nossa percepção da tecnologia foi moldada pela cultura pop. Eles nos lembram de uma época em que um celular com uma tampa deslizante parecia o futuro e de como, em poucos anos, a ficção científica se tornou a nossa realidade cotidiana.
Para que você possa assistir a todos esses clássicos do cinema no streaming em alta definição, ou talvez até mesmo usar seu celular para produzir seu próprio filme, uma conexão 5G rápida e estável é essencial. Com a Dry Telecom, #nossaconexão te coloca no centro da ação, seja você um agente secreto, um gênio da tecnologia ou um fã de cinema.